Competências digitais – alicerce de minhas formações
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Competências digitais – alicerce de minhas formações

Na sua opinião, o que torna uma pessoa competente? Provavelmente o que vem a sua cabeça: competente é uma pessoa capaz, que faz bem feito.

Tem uma expressão que aprendi com minha colega de trabalho de muitos anos, Sandra Borges que é:

Quem não tem competência, não se estabelece”

Autor Desconhecido

Eu adoro essa expressão porque para mim, um bom profissional consegue articular os saberes práticos, teóricos e atitudinais, ou seja, ele sabe o quê e por quê, como fazer e age! E essas palavras o que, por que e como são fundamentais para a Educação Digital que eu defendo.

Se você associou minha definição de Educação Digital com o conceito de competência digital europeu, fez uma ótima correlação!

A competência digital envolve a utilização segura e crítica de tecnologias em diversos âmbitos, sendo sustentada pelas competências em tecnologias da informação e da comunicação, que incluem o uso do computador para obter, avaliar, armazenar, produzir, apresentar e trocar informações e para comunicar e participar em redes de cooperação na Internet

Comissão das Comunidades Europeias (2005). Proposta de Recomendação doParlamento Europeu e do Conselho sobre as competências chave para a aprendizagem ao longo da vida. Bruxelas: COM.2005

Se você tiver reparado bem no ano de referência: 2005, percebeu que a Europa está discutindo isso há um bom tempo… Mas a verdade é que ainda não existe um termo amplamente aceito sobre esse tema. Segundo Lucas et all (2007):

As diferentes referências incluem, por exemplo, o conceito de literacia digital (Meyers, Erickson & Small, 2013; Røkenes & Krumsvik, 2016), literacia tecnológica (Amiel, 2006), novas literacias (Coiro, Knobel, Lankshear & Leu, 2008), multiliteracia (Selber, 2009), multimodalidade (Kress, 2010), habilidades digitais (Helsper & van Deursen, 2015), literacia para os media digitais (Buckingham, 2007) ou ainda o conceito de habilidades de Internet (van Deursen & van Dijk, 2009), para referir apenas algumas.

Artigo: Quadro europeu de referência para a competência digital: subsídios para a sua compreensão e desenvolvimento. Disponível em: //www.scielo.mec.pt/pdf/obs/v11n4/v11n4a10.pdf. Acesso em mar. 2020.

Aqui no Brasil o termo letramento digital, educomunicação e educação midiática tem ganhado forte adesão, mas eu uso Educação Digital porque considero essa expressão remete ao meu propósito  de contribuir para que as pessoas tenham  mais confiança, compreensão, experimentem, respeitam, estejam seguras e promovam a ética no mundo on-online.

Síntese de meu propósito

confiança para navegar no mundo digital acontece quando há compreensão do que se faz através de experimentações práticas.  E essa prática será melhor assimilada se você tiver um/a profissional com experiência pedagógica que respeite o seu jeito de aprender.

Como adquirir essa segurança e promover essa ética, são temas que me instigam e farão parte de conteúdos gratuitos e/ou pagos disponibilizados por mim, para você que quer C R E S C E R!

Dessa forma, a transformação digital com foco em competências digitais só irá acontecer quando as pessoas forem fluentes digitais. E essa fluência digital perpassa pela autonomia. Isso significa que cada um precisa conquistar sua independência tecnológica. Por acreditar nessa ideia, criei o seguinte slogan para meu empreendimento digital:

Aprenda, faça, compreenda e conquiste sua autonomia digital

Slogan do empreendimento digital de Marcela Dâmaris

Essa Educação Digital voltada para a autonomia  que eu defendo deve acontecer sustentada em diversas competências, que têm como referência o Quadro de Competências Digitais Europeu, (DigComp), conforme mostra a figura abaixo:

Quadro de Competências Digitais Europeu, (DigComp)
Quadro de Competências Digitais Europeu, (DigComp). Fonte: //www.scielo.mec.pt/pdf/obs/v11n4/v11n4a10.pdf Acesso em jul 2019

Como dizem as autoras Silva e Behar (2019) essas competências dependem da realidade de cada cultura. Elas salientam ainda que 

“Nos anos 1980, a necessidade era compreender como utilizar o computador; no início da década de 1990, o uso das informações e das diferentes mídias. A partir de 1997, fala-se do letramento digital necessário para lidar com as ferramentas digitais e com a internet”.

Silva & Behar (2019). Disponível em: //www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-46982019000100419&script=sci_arttext. Acesso em mai 2020

Contudo, nós sabemos que em nosso país, ainda não superamos o analfabetismo, o que fará a inclusão digital… E por isso, gostaria de perguntar:

Os cursos que você tem realizados na área de tecnologias digitais levam em conta sua autonomia para buscar e analisar as informações, sua segurança digital, a produzir, compartilhar conteúdos e a resolver problemas tecnológicos?

A  concepção pedagógica de minhas formações é ensinar/aprender sobre as tecnologias digitais a partir dos princípios educativos:

Ensinar e  aprender através de  tecnologias digitais  com embasamento pedagógico é diagnosticar o conhecimento prévio dos participantes, entender suas necessidades e entregar conteúdo de acordo com essas necessidades. E focar na superação de suas dificuldades, tendo em vista o C R E S CE R do ser humano que está diante de mim.

Eu acredito e defendo uma proposta pedagógica interativa e reflexiva onde os participantes tem a oportunidade de vivenciar situações para ampliar o seu conhecimento tecnológico e aplicar o que aprenderam em sua vida. Diante disso, meus objetivos como especialista Educação Digital  são:

  • Ampliar o  conhecimento tecnológico das pessoas, possibilitando o desenvolvimento de suas competências digitais.
  • Oferecer cursos online e worshops presenciais utilizando aplicativos gratuitos e assim proporcionar experiências para que as pessoas ganhem confiança e segurança no mundo digital.
  • Proporcionar reflexões sobre o comportamento ético necessário no mundo virtual, contribuindo assim para promover relações mais respeitosas.

Por isso, nas formações que eu desenvolvo adoto uma metodologia ativa, sendo que as principais operações mentais do/da estudante são:  explorar as os recursos dos aplicativos, refletindo sobre o que está fazendo, problematizando sobre suas ações e estabelecendo relações entre o que diz a teoria e sua prática.

Avaliar faz parte de todo processo de aprendizagem. Mas para que a avaliação seja eficaz, é preciso ter claro alguns critérios e instrumentos avaliativos selecionados. Por isso, como escolho os seguintes critérios: participação do estudante, a compreensão dos conceitos e o desenvolvimento das habilidades tecnológicas. Como instrumento adoto um questionário de múltipla escolha, onde o/a participante irá dar uma nota de 1 a 10 em diversos itens, como o conteúdo, o método e principalmente se as aprendizagens que teve superou suas expectativas.O/a participante também tem a chance de se auto avaliar, realizando um teste para descobrir qual o tipo de estudante ele/ela é.

Como resultado, espero que as pessoas que fazem formações  comigo sejam capazes de resolver situações tecnológicas, investigá-las e compreendê-las, desenvolvendo assim competências digitais.

E minha contribuição para que isso aconteça é feita através de conteúdos gratuitos e pagos; seja através de posts nas redes sociais, escrevendo artigos nesse blog ou disponibilizando aulas gratuitas ao vivo, no meu canal do YouTube, todo sábado, às 17 horas.

E no que se refere a competências digitais, tenho uma aula ao vivo, onde debato junto com outros professores os desafios dessa construção:

Conecte-se comigo nas redes para continuar aprendendo sobre Educação Digital:

Cursos disponíveis

A Coordenação Pedagógica na Era Digital

Criação e Edição de imagens digitais para iniciantes

A mediação pedagógica nas aulas on-line

Produção de vídeos educativos

Marcela Dâmaris

Mestre em Educação pela Universidade Federal de Lavras, é professora da educação básica da rede municipal há mais de 20 anos. Atua como formadora na área de letramento digital na modalidade presencial e à distância. Já coordenou diversos projetos tecnológicos e atualmente, é empreendedora digital e oferece cursos online e presenciais com foco no letramento digital.

Deixe uma resposta