Aulas online: critérios para escolha de ferramentas digitais

Tenho recebido muitas mensagens de professores comprometidos pedindo ajuda para organizar suas aulas, em tempos de distanciamento social para evitar a proliferação do Covid-19. 

Primeiro, ferramentas tem as montes, pagas e gratuitas. E antes de oferecer sugestões,  é preciso pensar em inúmeros fatores para escolher o recurso digital adequado. Vamos a eles:

 

Clique aqui
Anterior
Próximo

Cito os os critérios acima  como educador/a, sempre pensamos no valor pedagógico. Afinal, essa é a essência de nossa profissão, não é mesmo?

Agora, vou oferecer algumas possibilidades, pensando em diversas realidades socioeconômicas.

Atenção! Nem todas essas possibilidades sugeridas aqui atendem aos critérios levantados  acima, pois a escolha da ferramenta para aula online envolvem aspectos administrativos,  sociais, técnicos e formativos.

Tipos de aulas

As aulas online podem ser em tempo real ou não. Quando acontecem em tempo real, elas são chamadas de síncronas, pois todos podem estar juntos ao mesmo tempo. E também há a possibilidade de planejar aulas que os alunos podem acessar sem a presença do professor, a qualquer hora e em qualquer lugar, bastando um dispositivo conectado a Internet. Lembra do 2º critério que listei acima?

Aulas online com a presença do professor

Essas aulas síncronas podem ser feitas através do Skype, Google Hangouts, Zoom Meeting e GoToMeeting com diversas pessoas ao mesmo tempo, onde você pode tirar dúvidas e dar as instruções necessárias. Além delas, você pode usar o WhatsApp, o Messenger do Facebook.

E se tem conta Gmail, o ideal é o Hangouts que inclui mensagens instantâneas, videoconferências…

E veja bem, a escolha da ferramenta não depende apenas do nível socioeconômico das famílias, é preciso verificar também do nível de apropriação tecnológica* de todos os envolvidos. Por isso, pergunto:

👨🏻‍💻 Qual dessas ferramentas você tem o costume de usar?

👨🏻‍💻 Você conhece as possiblidades de uso? Por exemplo, quantas pessoas é possível reunir online com a ferramenta que você gosta e tem facilidade de uso?

*Essa apropriação tecnológica envolve o letramento e a fluência digital. Mas isso é assunto para outro post…

E uma sugestão para quem adora organizar tudo… A coisa mais fácil do mundo é perder a “meada da conversa” num grupo onde tem um monte de pessoas. Quem aí ficou se sentindo perdido numa conversa de grupos online, levanta a mão. 🙋

E se gosta de organizar as conversas separadas por assuntos e até mesmo dividir  seus alunos em grupos (eu adoro trabalhar em grupos em sala de aula..😉)  e permitir que eles conversem entre si para combinar trabalhos que você quer que eles façam remotamente, uma possibilidade é o Slack. A grande vantagem dessa ferramenta comunicativa e que nesses grupos você pode abrir um chat separado em cima de qualquer mensagem, se percebeu que o aluno não entendeu determinado conteúdo e assim sanar suas dúvidas.

Envio de atividades

Todo  mundo sabe que o cerne de uma aula está nas atividades que você propõe que o aluno faça… Então, agora vou sugerir algumas ferramentas para isso.

O pacote Escritório da Microsof (Word, Excel, PowerPoint…) pode ser usadas por diversos usuários ao mesmo tempo pelo OneDrive – forma de armazenar arquivos online, sem usar o espaço dos equipamentos dos usuários.

Outra forma de guardar, enviar ou trabalhar em conjunto é o Google Drive. Mas para isso, é preciso que o professor tenha conta Gmail.

Mais uma vez repito: a apropriação tecnológica aqui é fundamental! Não adianta pedir para um grupo de 40 pessoas editar um texto em conjunto… Vai dar confusão porque provavelmente alguém vai deletar e você terá o maior trabalho para revisar edições. E ninguém está a fim de perder horas fazendo isso, mesmo em tempos de quarentena…

Você também pode criar grupos no WhatsApp, no Facebook, Close Friends no Instagram… As possibilidades são muitas, mas pergunte-se:

🤔Todos os meus alunos terão acesso e facilidade de usar essa ferramenta?

🤔Não estarei excluindo um ou outro?

🤔Como farei a mediação dessas atividades?

Uso de salas online

Uma maneira mais prática de sistematizar suas aulas online é utilizar salas virtuais, onde você consegue acompanhar a entrega de atividades, determinar prazo, oferecer devolutivas e avaliar. Vou listar algumas dessas possibilidades e em algumas delas, as aulas podem ser em tempo real ou não: 

 

Edmodo: plataforma muito parecida com o Facebook. Nessa plataforma, você pode disponibilizar materiais didáticos,enviar mensagens para alunos, pais e outros professores, propor tarefas, fazer correções e atribuir notas; marcar eventos na agenda…

A grande vantagem é que nessa plataforma o professor pode convidar os pais, inserir um sistema de gamificação (sistema de pontos baseado em jogos, onde se privilegia recompensas).

 

Caso opte por essa ferramenta, fique atento: se usar sua conta do Google pra fazer login nessa plataforma, você dará permissão para que o Edmodo veja, edite, crie, exclua seus arquivos do Google Drive e acesse todos os seus contatos.

Eu não o utilizarei com minha conta Google porque quero ter autonomia para cuidar de meus arquivos e contatos. Para fazer login usando o Office 365, é a mesma política.  Sugiro que cuide de sua segurança digital, mas você decide…

Segundo resposta que obtive do Suporte do Edmodo, atualmente, não há opção para rastrear o tempo que os alunos permanecem no site, mas você pode monitorar o progresso dos alunos por meio de tarefas, eventos e questionários, cada um com prazos que você pode definir, tais como as opções que falarei abaixo. 

Google Sala de Aula: com uma conta Gmail, você pode criar uma sala virtual e organizar suas aulas, definindo prazos e criando atividades, além de vincular todos
recursos do serviço Google na sua sala: criar, enviar, pedir que os alunos façam: apresentações, planilhas, documentos… além de usar a Agenda, o Hangouts. 


O ponto negativo dessa ferramenta é que todos os usuários precisam ter uma conta Google. Porém, para que você faça o controle de acesso de seus alunos, é necessário que a Secretaria de Educação faça a adesão ao  GSuite e geralmente é cobrado de R$ 30,00 a R$ 40,00 por usuário. Além do preço que pode ser exorbitante dependendo do tamanho da sua rede, é necessário que a rede tenha um site e esperar o processo de validação do Google. Demorava 6 semanas, mas a equipe do GoogleForEducation tem se esforçado para diminuir o prazo em 2 semanas, em tempo de Cornoavírus.

Se você quer usar o Google Sala de Aula como professor independente, acesse minha playlist do Youtube , onde reuni tutoriais de diversos especialistas ensinando como usar essa sala. 

 

Moodle: plataforma mais utilizada no Brasil e uma boa parcela das faculdades já utiliza esse ambiente para as  disciplinas realizadas online. Se fez alguma disciplina em alguma faculdade pública, provavelmente já utilizou os recursos dessa ferramenta. Esse AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem é livre, ou seja, você não paga nada para usar. E assim pode  criar diversos recursos e atividades, tais como: glossário, fóruns de discussão, criação de tarefas, chats, questionários.  

E ainda você cria grupos, enquetes, wikis, livros. Eu já usei como aluna,  como professora, como coordenadora e eu adoro!

Mas é necessário que esteja instalado em um servidor. Como é uma ferramenta criada para o ensino online, com ela você pode corrigir, verificar quanto tempo seu aluno ficou dentro da ferramenta, forncecer devollutivas e você pode usá-la através de um site ou aplicativo. 

Como especialista, considero que essa ferramenta é a mais completa, levando em conta os aspectos pedagógicos de uma aula online, pois atende a maioria dos critérios que listei no início desse artigo. 

Atenção!

Agora, que mostrei algumas possibilidades, quero que preste atenção numa informação importante: quem irá determinar como as aulas online serão feitas é sua rede de ensino. Por mais vontade que você tenha e esteja preocupado como garantir a aprendizagem de seus alunos, quem precisa oferecer essas diretrizes é o Estado, a Prefeitura ou seu diretor, em caso de escolas particulares. 

A rede particular já saiu na frente e já orientou alunos e pais quais ferramentas irão utilizar e como será feito. No sistema público, tudo complica porque nem todas as famílias tem as mesmas condições. Mas pare e respire! Ainda estamos no início dessa crise e coletivamente, vamos encontrar saídas. Inclusive, o Governo do Estado de Minas Gerais, já publicou uma instrução Normativa, que pode ser conferida aqui.

É tudo novo para todo mundo e com certeza, instituições, empresas farão sua parte e contribuirão para que as aulas online aconteçam. O que precisa é boa vontade e discernimento para escolher a melhor ferramenta… Afinal, nesse momento é preciso ser como uma águia…

Necessita de ajuda para implantar uma dessas ferramentas em sua rede ou de forma autônoma? Entre em contato, que terei o maior prazer em ajudar.

Siga-me nas redes (ícone logo abaixo) ou entre pra minha lista VIP para receber notificações. Em breve vou postar sugestões de atividades digitais para os estudantes. 👇👇👇

Conecte-se comigo em outras redes, clicando em um dos ícones abaixo: 

Quer contribuir para que outros também aprendam sobre esse assunto?

Compartilhe em suas mídias

Clique em dos botões abaixo para escolher em qual rede social, você ajudará as pessoas a saberem mais sobre esse assunto: 

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no skype
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no delicious
Compartilhar no telegram
Compartilhar no print

Marcela Dâmaris

Mestre em Educação pela Universidade Federal de Lavras, é professora da educação básica da rede municipal há mais de 20 anos. Atua como formadora na área de letramento digital na modalidade presencial e à distância. Já coordenou diversos projetos tecnológicos e atualmente, é empreendedora digital e oferece cursos online e presenciais com foco no letramento digital.

Deixe uma resposta